A noite no Mitai, passo a passo

A noite no Mitai começa num ponto de encontro e desce até a margem de um riacho. Dali segue para um palco e uma mesa compartilhada e, por fim, para a mata escura. São cerca de três horas, e conhecer a sequência ajuda a escolher onde ficar e qual agasalho levar. Este guia acompanha a noite mais ou menos na ordem em que os visitantes a descrevem, com as partes que as avaliações adoram e as que rendem reclamação.

Antes de sair

A noite dura cerca de três horas, e o horário de início aparece na página de reserva assim que você escolhe a data. A maioria dos visitantes usa o traslado gratuito a partir da hospedagem em Rotorua, que depende de disponibilidade. Quem tem carro pode ir até o número 196 da Fairy Springs Road e estacionar de graça no local. O Mitai acontece com chuva ou com sol, então use roupas confortáveis e calçados de caminhada para a trilha na mata, e leve um agasalho para depois do pôr do sol. Segundo o Viator, há guias escritos em oito idiomas para quem prefere acompanhar as histórias na própria língua. Ingressos e preços do Mitai mostra quanto custa e o que está incluído.

A noite, mais ou menos nesta ordem

Os anúncios e as avaliações recentes descrevem praticamente a mesma sequência, embora os anfitriões possam mudá-la na hora.

  1. Busca e recepção. O Viator menciona uma foto com uma mulher maori em trajes tradicionais na chegada;
  2. Orientações para um espaço sagrado. Os anfitriões explicam como se comportar antes de você entrar na vila;
  3. A escolha do chefe. Os visitantes escolhem uma pessoa para representar o grupo inteiro;
  4. O pōwhiri. Uma recepção formal que começa com o wero, o desafio de um guerreiro;
  5. A waka. Guerreiros remam uma waka taua descendo o riacho Wai-o-whiro;
  6. Saído do forno de terra. O jantar sobe do buraco onde estava cozinhando no vapor;
  7. A apresentação. Haka, waiata, mōteatea e poi, depois jogos tradicionais e explicações sobre tā moko e armas;
  8. O jantar. Um bufê servido em mesas de cerca de dez pessoas;
  9. A caminhada na mata. Os guias conduzem todos pelo escuro até Te Puna Tapu o Tūhoe, a nascente sagrada;
  10. Poroporoaki e volta. Os anfitriões se despedem, e o traslado leva você de volta.

As boas-vindas e a canoa de guerra

Quando todos estão reunidos, os anfitriões explicam que a vila é tratada como um espaço sagrado e dizem como os visitantes devem se comportar lá dentro. Depois o grupo escolhe um chefe. Durante o pōwhiri, um guerreiro avança com o wero e coloca um objeto no chão, e o seu chefe o recolhe em nome de todos. Fique em silêncio e mantenha a seriedade durante o desafio, porque rir dele é uma ofensa. Costumes e palavras maori para conhecer explica a recepção e o hongi que pode vir depois.

Em seguida vem a cena da waka. Guerreiros remam uma canoa de guerra entalhada, uma waka taua, descendo o riacho Wai-o-whiro enquanto os visitantes assistem de uma plataforma de madeira na margem. É o momento em que quase todo mundo saca a câmera. Logo depois, os anfitriões tiram o hāngī da terra com o vapor ainda subindo; o jantar hāngī explicado conta como funciona o forno de terra.

Uma waka entalhada com uma tocha acesa navegando pelo riacho Wai-o-whiro enquanto os visitantes assistem de uma plataforma de madeira

No palco

A apresentação alterna entre haka, waiata (canções), mōteatea (cânticos tradicionais) e poi, as bolas presas a cordões que os artistas giram no ritmo. Jogos tradicionais preenchem os intervalos. Entre um número e outro, os anfitriões explicam o significado do tā moko e mostram as armas que os guerreiros usavam. Também falam de costumes como o uso de plantas medicinais. As avaliações voltam sempre à forma de contar histórias, que liga a Rotorua dos antepassados à cidade onde os descendentes vivem hoje. Anfitriões como o Guy são elogiados pelo nome.

Jantar em mesas compartilhadas

O jantar é um bufê, e os visitantes se sentam em mesas de cerca de dez pessoas, então conte com dividir a mesa com gente que você nunca viu. Quem viaja sozinho, em especial, conta que saiu de lá com amigos novos. As avaliações descrevem a comida como farta, com bastante opção para vegetarianos. Bebidas quentes e água vêm com o ingresso, mas o bar licenciado cobra pelas bebidas e não deixa você levar a sua.

Da waka à caminhada dos vaga-lumes

Cerca de três horas na vila do Mitai, à beira do riacho Wai-o-whiro, da recepção à despedida, com o bufê de hāngī e busca na hospedagem em Rotorua se houver vaga, a partir de ~US$ 96. Os dois sites cancelam de graça até 24 horas antes.

A caminhada até a nascente sagrada

Depois do jantar, um guia leva o grupo por uma trilha curta na mata até Te Puna Tapu o Tūhoe, a nascente sagrada. Enguias de água doce e trutas vivem na sua água cristalina. No escuro, os vaga-lumes se acendem ao redor da nascente. São selvagens, então a quantidade varia de uma noite para outra. Luz e barulho fazem o brilho diminuir, então mantenha a tela do celular virada para baixo e fale baixo. A trilha tem degraus e chão irregular, e a saída sobe um lance de escada.

Onde a noite deixa a desejar

O tamanho é a principal reclamação. O resumo de avaliações do GetYourGuide diz que alguns visitantes em grupos grandes tiveram dificuldade para ver ou ouvir, e registra pedidos de assentos elevados e de um som mais claro. Se você é baixinho ou ouve mal, vá se aproximando da frente toda vez que o grupo muda de lugar. A acessibilidade é o outro limite. A waka é vista de uma plataforma, o que funciona para a maioria. Já a parte da floresta é outra história, porque a trilha sai por escadas e os vaga-lumes não podem ser vistos da área acessível para cadeirantes. O Viator diz que carrinhos de bebê são permitidos, e os anfitriões descrevem a noite como adequada para todas as idades, mas as crianças pequenas vão ficar acordadas bem depois da hora de dormir. Rotorua com crianças fala mais sobre isso.

Noites de chuva e uma versão diurna

Uma noite chuvosa não cancela nada, e várias avaliações dizem que uma noite fria e molhada acabou sendo ótima mesmo assim. Leve uma capa de chuva e algo quente para a caminhada, principalmente no inverno, quando as noites de Rotorua chegam perto de zero grau. No auge do verão, os dias longos podem fazer a primeira parte da noite acontecer ainda com luz. A melhor época para visitar Rotorua passa pelas estações.

Se a noite não combina com você, o Voyages of Māori no Mitai, a partir de ~US$ 80, dura duas horas a partir das 11h no mesmo cenário. A waka ainda desce o riacho e o haka ainda faz o palco tremer. Depois, uma curta caminhada pela natureza leva à nascente sagrada antes de um almoço em bufê feito no hāngī. O porém é que você chega por conta própria, sem transporte, e os vaga-lumes não aparecem com a luz do dia. Só está no Viator, e encaixa direitinho em dois ou três dias em Rotorua.

Na hora H

O que os visitantes perguntam sobre a noite

Quanto tempo dura a noite no Mitai?

Cerca de três horas. O horário exato de início aparece quando você escolhe a data no GetYourGuide ou no Viator, e a busca na sua hospedagem em Rotorua é marcada de acordo com ele.

A noite no Mitai acontece mesmo com chuva?

Sim. O Mitai faz a noite com qualquer tempo. Leve uma capa de chuva e um agasalho para a caminhada na mata; várias avaliações dizem que curtiram a noite apesar da chuva e do frio.

Vou ver vaga-lumes no Mitai?

Na maioria das noites, sim, durante a caminhada até a nascente sagrada depois do jantar. Eles são selvagens, então a quantidade varia de noite para noite. Luz e barulho também diminuem o brilho. Não dá para vê-los da área acessível para cadeirantes.

O Mitai é acessível para cadeirantes?

Só em parte. A waka é vista de uma plataforma. Já a trilha na floresta sai por um lance de escada, e ninguém na área acessível consegue ver os vaga-lumes. O Viator diz que carrinhos de bebê são permitidos.

Eu tenho que ser o chefe?

Só se o seu grupo escolher você. Um visitante representa todos durante a recepção e recolhe o objeto que o guerreiro coloca no chão. O resto do grupo assiste em silêncio e segue as orientações dos anfitriões.